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sábado, 7 de abril de 2012


                                                                  Histórias de um Mito

Esse fim de semana estive lendo o livro MAIORIDADE PENAL (Rogério Ceni / André Plihal) que ganhei de presente de um amigo em 2009. São ótimas histórias, desde a sua infância, até o Hexa Campeonato conquistado em 2008. Separei aqui uma história bem interessante, onde se trata do FUTEBOL DA BASE, quando à cerca de 20 anos atrás os jogadores moravam no MORUMBI. Hoje o CT de Cotia oferece tudo do bom e do melhor pros garotos da base tricolor, onde mesmo assim alguns TRAIRAS reclamam e os empresários aproveitam para ENGORDAR suas contas bancárias. Separei uns trechos dessa história para que você, caro tricolor, conheça a maravilhosa história desse que é o VERDADEIRO MITO.

" O que faz um garoto de 17 para 18 anos, em São Paulo, sem família por perto, morando num estádio de futebol, e com uma ajuda de custo de 2/3 de um Salário Mínimo? Isso se referindo ao inicio dos anos 1990. Para chegar ao Morumbi Shopping, nós da base tinhamos 2 opções: Pegar Carona no portão 4 do social ou ir a pé até o Palácio do Governo e pegar um ônibus. No fim de tarde, eu, Marquito e Vinicius, os goleiros do juvenil, saimos do alojamento depois de um treino e fomos ao Shopping. No retorno ao Estádio, passamos logo pela catraca e sentamos no fundo. Logo no início da viagem vieram três moleques para nos assaltar, onde levaram alguns trocados e meu relógio vagabundo. Mas a peça que mais me importava era um Rainha System, comprado em 3 suadas prestações, que me impedia de qualquer outra aquisição no período de seu pagamento. Usado pela primeira vez. Escondi meus pés debaixo do banco da frente, mas ums do moleques perceberam;
- Me deixa eu ver teu pé. Tira o Tênis.
Tirei claro, e entrei no Shopping Morumbi descalço, só de meias. Como roubaram todo o dinheiro da carteira, o cartão do banco ainda estava lá, então pude sacar o restante do dinheiro e comprar um par de tênis mais barato da redondeza. Quando voltei ao Morumbi, liguei para meu pai, Sr. Eurydes e disse:
- Pra Mim Chega, Pai. Ja Deu, Quero Ir Embora. Aqui Não Dá Pra Ficar.
Sr. Eurydes sempre me ajudava quando podia. Sabia que eu dava valor as minhas coisas. Ele me respondeu:
- Tenha Calma, filho, paciência, Sem Precipitações.
Se eu atendi ao pedido de um ladrão, por que não atenderia um pedido do meu pai?"

Isso ai molecada, pra quem ta começando, e ja com bons salários, vamos aprender a dar valor naquilo que conquistamos...isso contará demais para o futuro. Carreira de jogador é curta.

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